29 de fevereiro de 2016

Me vi neste filme - Não sei como ela consegue - uma reflexão para mães que trabalham

Em uma tarde preguiçosa e sem ter o que fazer (quando isto acontece comigo, rsss?), eu liguei a TV no Netflix. E escolhi um filmeco para assistir. 

Filmeco é a palavra que o Jean criou para definir estes filmes de mulherzinha: comédias românticas, filminhos de mulheres x comprinhas, conflitos de relacionamentos... Entendeu o que ele quer dizer, não é? Então, o filme escolhido por mim para aquele dia foi: Não sei como ela consegue, onde Sarah Jessica Parker faz uma mãe de duas crianças pequenas, que trabalha no mercado financeiro. E o trabalho dela exige viagens constantes.

Gente, o filminho é normalzinho mesmo, nada digno de Oscar, mas eu me vi totalmente nele! Eu tinha aquela vida da personagem, antes do Gabriel nascer. Viagens constantes, semanais, (certa vez, fui duas vezes a São Paulo na mesma semana). No começo é bem legal, mas, com o tempo, você não suporta mais. Sua vida pessoal fica zoada e ainda bem que eu tenho um santo marido que nunca se incomodou. Eu me identifiquei na hora, quando os personagens da Sarah e do Pierce Brosman falaram que as pessoas sempre acham que quem viaja a trabalho conhece muitos lugares, mas na verdade, o que a gente vê mesmo é o interior de aeroportos e quartos de hotéis. #puraverdade.
E, tendo filhos, como a personagem do filme, a coisa fica muito diferente. Graças a Deus, eu me livrei logo daquela vida e o Gabriel não sofreu muito. Tive uma pequena amostra de como seria, ao voltar de licença e ter de viajar duas vezes em menos de dez dias. Na primeira vez, fiquei três dias longe do meu bebê. Chorei demais quando recebi a ordem para fazer a viagem. Eu ainda amamentava. Sofri por pensar no meu filho ficando sem a mãe (e ele sentiu e ficou mais de vinte dias acordando no meio da noite chorando). Na viagem, os meus seios ficaram enormes e duros com tanto leite e tive de ir ao hotel durante o expediente para massagear os meus seios e tirar o leite, só assim o desconforto passou. Tive de fazer isso três vezes só no primeiro dia.  Graças a Deus, me livrei daquele emprego, que era bom no geral, mas não era nem um pouco bom para mim, na minha nova vida de mãe.

É, amigos, a vida da mãe que trabalha não é nem um pouco fácil. A gente se desdobra para dar conta de tudo e, no dia em que o filho fica doente e não pode ir para a escola, o dia vira caos. Eu não descarto viajar a trabalho, mas não me vejo mais na vida de executiva que eu sonhava quando era mais jovem.

No filme, a personagem principal consegue manter esta vida, mas às custas de sacrifícios: vendo as cobranças da filha mais velha, que já entende e não aceita a ausência constante da mãe, perdendo pequenos momentos importantes da vida do filho de menos de dois anos, sendo acusada por sua mãe, pelo fato do filho ainda não falar. E ainda ouvindo do marido que eles não têm tempo juntos e não fazem mais sexo. Na vida profissional, a protagonista estava conseguindo ir muito bem. Já na pessoal, não podemos dizer o mesmo.

Toda mulher, quando se torna mãe, faz muitos sacrifícios. Eu fiz, abri mão de oportunidades excelentes, para ganhar menos. Por outro lado, estou trilhando novos caminhos e lutando para prosperar. Não acredito que a mulher que é mãe não possa vir a ter sucesso profissional. Eu luto e eu terei. Mas ajustei o meu foco, mudei os meus alvos. E não me arrependo. Tudo por minha família. E o futuro vai mostrar, que eu estava certa ao fazer minhas escolhas!



2 comentários:

  1. Obrigada pela dica!! parece otimo!!1 Vou já assisti!!! beijo no coração.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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