31 de março de 2015

Lua de mel sem o bebê

Olaaaaaaa!!!! Por aqui, uma mulher muito animada, com as energias renovadas, pois acaba de voltar de uma nova lua de mel com o maridão! Fizemos um cruzeiro pela América do Sul e foi a coisa mais perfeita do mundo! Vou aproveitar os últimos dias de férias para fazer um mega post gigante e editar o vídeo da viagem! 


Mas, por agora, gostaria de contar para vocês como foi a experiência de deixar o Gabriel em casa e viajarmos sozinhos. Foram oito dias longe dele.

Eu tenho o pensamento de que filho se cria para o mundo e que devemos torná-lo o mais independente possível. Procuro me cercar de informações e analisar tudo no detalhe antes, e depois de tudo definido, relaxo e entrego. É assim na escolinha. Confio e nunca liguei para lá, para checar como o Gabriel está. A viagem foi definida com meses de antecedência e preparei tudo com muita atenção aos detalhes: deixei um cardápio semanal preparado para o bebê e para os adultos (no caso, meus pais e a Nélia), com as compras de alimentos feitas para os cardápios. Deixei estoque de papinhas, dinheiro para emergência, folha de contatos de pediatra, veterinário, amigos e vizinhas. Não tinha como dar erro. E não deu. Minha mãe tem até o mesmo tom de voz meu e eu tinha certeza de que o Gabriel iria se apegar a ela. A Nélia está super treinada na rotina dele e no preparo das frutas. E o meu pai sairia para compras complementares.

Claro que, na semana da viagem, deu uma leve preocupação típica de mãe. Saímos de madrugada e, quando fui ao berço despedir-me, ele acordou e sorriu para mim. Fui com uma sensação boa no peito. 

Chegando ao navio, a primeira coisa que fiz foi comprar um pacote de minutos internet. Como era muito caro, trocava mensagens de voz rápidas com a minha mãe. Ela sempre me falava que estava tudo ótimo. Relaxei tanto que, nos últimos dias, nem me preocupava. No geral, me desliguei durante a viagem e não ficava pensando nele todo o tempo, Tinha hora que dava uma saudade e a gente olhava vídeos e fotos dele no celular. Mas, o dia a dia no navio é muito intenso e você acaba se envolvendo e deixando um pouco de lado as coisas de fora. A realidade é que eu sempre recebia notícias de que estava tudo ótimo em casa e fiquei tranquila, aproveitei a viagem. 

Ao voltarmos para casa, na noite de sábado, a reação do Gabriel foi fria; na verdade, ele me deu uma gelada! Ele ficou me olhando por uns bons segundos, sem expressar reação. Eu o peguei no colo e ele ameaçou de chorar. Então, saí com ele de perto de todo mundo, conversei bastante com ele mas, mesmo assim, ele continuou de mal comigo. O amamentei, coloquei para dormir, normalmente. Foi aí que minha mãe contou que o comportamento dele foi igual a quando eu precisei passar uns dias em SP, na volta da licença: passava o dia super bem, mas, acordava chorando várias vezes à noite. 

Pouco depois, ele deu o primeiro chorinho. E eu o tirei do berço e me deitei com ele na cama da babá. Ele abraçou o meu braço, puxando-o para perto de si, tadinho. E dormiu a noite toda, com a mamãe ao seu lado. No dia seguinte, ele continuou de mal comigo, sério, sem nenhum sorriso. Só foi fazer as pazes por volta de uma hora da tarde. A partir de então, ele voltou a ser meu bebê sorridente, grudinho, me abraçando. Passamos a tarde juntinhos.

Então, queridas, saibam disso: querem viajar só com o maridão, saibam que terão um preço a pagar. A criança entende as coisas, raciocina e se ressente. Ele demonstrou claramente a insatisfação comigo. Isso me fez refletir e adiar futuras viagens de casal, pelo menos até ele ter uns dois, três anos de idade. De qualquer modo, as duas próximas viagens que tenho na cabeça seriam com ele incluído. 

Agora, uma coisa da qual não me arrependo é de não tê-lo levado. Vou falar mais sobre isso no post da viagem, mas posso adiantar que achava uma judiação os pais que levaram bebês no navio. É muito inadequado e ruim para a criança e para os pais. O maior problema ao meu ver era que os pais queriam curtir todos os programas no navio (maioria noturnos) e levavam os pobres bebês junto. Judiação define!

Nesse negócio de maternidade, tentar colocar regras é um grande erro, cada um é cada um e escolhe o que acha melhor para o filho. Mas, eu realmente acho que o nosso bebê ficou mais preservado em casa, no ambiente dele, cercado de pessoas que o amam e seguindo a sua rotina. É isso aí, pessoal! Agora vou fazer o mega super post da viagem! Beijossssss!!!

10 comentários:

  1. Que bom que deu tudo certo na viagem. Você ainda amamenta o Gabriel no peito? Como você fez durante essa semana?

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    1. Silvani, meu leite veio diminuindo pouco a pouco depois que acabou minha licença maternidade. Já não estava sendo suficiente para sustentá-lo, somente oferecia o peito quando ele estava nervoso, funcionava bem no aspecto psicológico. Então não tivemos problemas com isso e ele não procurou mais o peito depois que voltamos.

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  2. Realmente deve ser super gostoso fazer uma viagem depois que o bebe nasce. Eu estou grávida de 6 meses e eu e o meu marido nós damos super bem, mas a nossa energia está toda concentrada no bebe e sua chegada. Estamos programando para sair e curtir mais a barriga, porque já sabemos que depois que ele nascer ficará mais difícil. Espero que a sua viagem tenha sido ótima, e também partilho da opinião de não levar o bebe a certos locais.
    Bjos

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    1. Nossa, aproveita enquanto não nasce! Depois, nos dois primeiros meses pelo menos, até o melhor dos maridos dá uma mudadinha, uma distanciada, acho que eles não aguentam a pressão. Com o passar do tempo, tudo volta ao normal, mas que eles mudam no começo, a isso mudam!

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  3. Adorei Kate!! Gabriel tem uma mãezona!!! O duro só foi a reação dele depois neh! Mas que bom que mais uma vez deu tudo certo!

    Bjuss

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    1. No final, tudo dá certo, não é querida, Geh?!!!

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  4. Kateee, saudades daqui, como estão? Menina vc é corajosa e é um exemplo. Com planejamento tudo dá certo. Realmente acho uma judiação levar bebês para todo lugar, principalmente onde tem muito agito... E o Gabriel já mostra a personalidade forte que tem.
    Por aqui correria, agora vamos abrir o restaurante a noite tbm.

    Um imenso abraço a todos. Fiquem com a paz e proteção do Senhor.
    Ah se der me add no face.

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  5. Não se arrependa mesmo, vcs são marido e mulher acima de serem pais, precisam disso!
    Já devem ter te falado mas reforço: assista os vídeos da Flávia Calina, ela é um enorme exemplo de ser mãe...
    Veronica

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