4 de outubro de 2011

Vaticano - Conhecendo a cidade dos papas

Oi pessoal! Acabamos de jantar o melhor spaghetti a matriciana de nossas vidas!!! Foi no restaurante aqui embaixo, pertencente ao hotel. No photos, estávamos aqui em cima e descemos, mortos de fome. Mas, iremos voltar e vale tirar uma foto da próxima vez!

Grande parte do nosso dia de hoje foi passado no Vaticano. Nossa programação ficou assim:

      A)      09:30 H – MUSEU DO VATICANO
      B)      CAPELA SISTINA
      C)      BASÍLICA DE SÃO PEDRO
                13:45 H – NECRÓPOLIS
      D)     CASTELO DE SANT’ANGELO
      E)      PONTE DE SANT’ANGELO

 A idéia era ir ao Museu logo no início da manhã, para conseguir ver as obras com mais tranquilidade, sem disputar espaço com a multidão. É notório que o museu do Vaticano sempre tem imensas filas na sua entrada, então o ideal é comprar pela internet. Comprando-se pela internet, paga-se 4 euros a mais por pessoa (que eles chama de taxa de pré-venda), mas eu acho que compensa para não pegar filas. Compramos para o horário de 09:30 h e o preço total foi de 19 euros por pessoa. O site é http://mv.vatican.va/

Um voucher é enviado por e-mail e vem com este mapinha e uma explicação detalhada de qual ônibus ou metrô pegar.


Quem quiser ir apreciando a vista da cidade, pode pegar alguma destas linhas de ônibus: a 49 (que pára na porta do museu) ou as linhas que param a cinco minutos de caminhada: 32,81, 982, 492, 990.  Todas estão marcadas no mapa, é muito fácil visualizar.

Pode-se também pegar o trem n° 19.

Para quem prefere o metrô, saindo da estação Termini, tem-se a opção de pegar o metrô para duas estações (marcadas no mapa com o M dentro do quadrado vermelho): Cicero Museu Vaticani ou Otaviano. A entrada do museu fica num ponto equidistante às duas estações e de cada estação até a porta do museu são 10 minutos de caminhada.

No dia da visita, é preciso levar um documento de identificação e o voucher, que será trocado pelo ticket na entrada do museu.

Pegamos o metrô na termini. Jean logo aprendeu como usar a máquina de bilhetes.




A estação de Termini e sua multidão.


E o metrô é velho e completamente pichado.


Chegamos ao museu e eu horrorizei com o tamanho da fila para quem não comprou o ingresso on line, que virava o quarteirão. Nós simplesmente passamos direto e entramos. O guarda impede as pessoas que ainda vão comprar ingresso de entrarem, enquanto quem compra on line entra em um lugar separado. Fico imaginando o que as pessoas que estão na fila pensam quando vêem as pessoas entrando fora da fila...



O museu é muito lindo, as pinturas no teto impressionam, os trabalhos de tapeçaria, afrescos e escultura são maravilhosos. Os jardins são lindos e ficam entre os pavilhões do museu.
















Muitos livros e objetos sacros são vendidos no museu. Tudo é caro, mas não resisti ao ver este colar lindo dourado com strass. É meu agora!



Na saída do museu, esta rampa inacreditavelmente linda, com uma cobertura de vidro linda!!! Estou como uma formiguinha aí, alguém consegue me achar????





O ponto alto do museu é a Capela Sistina, onde não se pode tirar fotos. O Jean ousou ligar a máquina e o guarda gritou: "no photos at all!" Ele chama a atenção de todos, o tempo todo e pede silêncio sem parar.
A Capela Sistina situa-se no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa na Cidade do Vaticano. A capela tem o seu nome em homenagem ao Papa Sisto IV, que restaurou a antiga Capela Magna, Hoje é o local onde se realiza o conclave, processo pelo qual um novo Papa é escolhido.
É na Capela Sistina que se encontra o trabalho magistral de Michelangelo, no teto e na parede de fundo do altar. Michelangelo iniciou esta trabalho contrariado, pois se julga mais escultor do  que pintor e achava que seus rivais haviam feito um conluio para que ele, deixando-o ocupado com a capela, evitando assim que ele trabalhasse no mausoléo do Papa.
Mas, ainda assim, ele trabalhou com dedicação, dispensou os assistentes que havia contratado e trabalhou sozinho na enorme pintura. O teto é totalmente inspirado na bíblia, e cada parte da pintura, retrata um trecho especial do livro mais famoso do mundo, como pode ser visto no diagrama abaixo:

Por fim, Michelangelo pintou o afresco da parede de fundo do altar, fazendo sua obra prima: o Juízo final.

Diagrama do teto da Capela Sistina:



Depois do museu, fomos almoçar neste restaurante bacana (Ristorante Paolo, de frente para as muralhas do Vaticano) e almoçamos primeiro prato, segundo prato, salada e sobremesa por fantásticos 11,90 euros por pessoa (bebidas não incluídas). Na Europa é comum o menu a preço fixo. Adooooro!



Depois do almoço, fizemos a visita à Necrópolis, que considero um dos passeios que valem uma vida!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mas, isso é assunto para outro post...

E depois... Piazza di San Pietro! A Praça de São Pedro foi desenhada por Bernini no sec XVII em estilo clássico com inserção de características do Barroco. A colunata que Bernini criou para a praça é impressionante. O centro da praça é marcado por um obelisco de 40 metros de altura, trazido do Egito para Roma.
Sobre a colunata, estão 140 estátuas de santos e mártires, papas e fundadores de ordens religiosas.





Em seguida entramos na Basílica. A Basílica de São Pedro é um dos locais cristãos mais visitados. Tem a capacidade de receber mais de 60 mil devotos. A Cúpula de São Pedro, projetada por Michelangelo, com 39.000 toneladas, 42 metros de diâmetro.
A antiga basílica foi construída entre os anos de 326 e 333 por ordem do imperador Constantino. Com o passar dos séculos, a construção se deteriorou e a nova basílica foi construída durante 120 anos, entre 1506 e 1626. Vários arquitetos participaram do processo de construção.






Toda Pietà (piedade) é uma representação da Virgem Maria com o corpo morto de Jesus nos braços, após a crucificação. Várias Pietàs já foram produzidas por diversos artistas, tanto em pintura, quanto em escultura. A Pietà esculpida em mármore por Michelangelo em 1499, que se encontra na Basílica de São Pedro, é mais famosa.



O baldaquino é todo em bronze dourado e tem quase 30 metros de altura. Foi projetado por Bernini, a pedido do Papa Urbano VIII. O Baldaquino fica exatamente em cima do túmulo de São Pedro. As quatro colunas torcidas que suportam o peso do baldaquino com um globo e uma cruz. Para obter bronze suficiente o papa ordenou derreter bronzes antigos do Panteão, gerando controvérsias entre os romanos.


A Cadeira de Pedro que, na verdade, trata-se do trono em madeira em que o Carlos o Calvo foi coroado imperador em 875, está  conservada dentro de um compartimento de bronze, também com a forma de uma cadeira projetado e construído por Bernini, de 1656 a 1666. A cadeira tem 20 metros de altura, feita em mármore e bronze.


Daí, seguimos para o Castrelo de  Sant'Angelo. Originalmente, o castelo foi projetado para ser o mausoléu do imperador Adriano, mas, devido à sua posição estratégica, acabou por tornar-se uma edificação militar. Em momentos de crise ou guerras, os papas se abrigavam na fortaleza. Mais tarde, foi utilizado como prisão. Desde 1925, o castelo pertence ao estado Italiano e se tornou um museu.






Na saída do Castelo, cruzamos o rio Tibre através da maravilhosa Ponte de Sant’Angelo. A ponte possui dez adoráveis anjos desenhados adivinhem por quem? Bernini, é claro! Bernini esculpiu dois anjos e desenhou os outros oito que foram esculpidos por seus alunos.
Inicialmente, seu nome era Ponte de São Pedro, pois a mesma era utilizada pelos visitantes da Basílica de São Pedro. O Papa Gregório I rebatizou a ponte como "Sant'Angelo", devido à lenda de um anjo ter aparecido no topo do castelo de Sant’Ângelo.




No sec XVI, a ponte era usada para exibir corpos de executados. Durante o reinado do Papa Paulo III, foram feitas 14 estátuas de anjos, criadas por Raffaello da Montelupo. Posteriormente, foram adicionadas estátuas de São Pedro e São Paulo e estátuas dos quatro evangelistas e dos patriarcas (Adão, Noé, Abraão e Moisés).  
Em 1669, Bernini produziu novas esculturas de anjos, representando a Paixão de Cristo, para substituir os anjos de Raffaello. Bernini, genial como sempre, sabendo que as estátuas seriam vistas de diferentes ângulos, identificou três visões distintas dos anjos: de frente e nas duas laterais em 45 graus.


O mesmo anjo visto pelos três ângulos. Ahhhh, Bernini, gênio do barroco romano!




E depois disso, adivinhem para onde fomos? Hotel, mortos de cansaço, pés doloridos (não assustem se eu for de havaianas amanhã!!!). Pegamos o ônibus 40 express, de frente ao Castelo, esse ônibus roda o centro histórico todo e para em Termini. O bilhete é comprado em uma máquina no próprio ponto. Ahhhhhh, para os desavisados que possa vir a falar Termini, como eu, é Términe que se fala, como se o e fosse acentuado!!!!!!!!! Arrivederci!!!





2 comentários:

  1. Anotando todas as dicas... rssss! E vc está uma excelente blogueira de viagens!
    Amei a visitinha de hoje.... aguardando ansiosamente pela visitinha de amanha... beijos, e ótimo dia!

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  2. Acho que tô no blog errado...viagens e vivências??? Rsrsrs...
    Tô amando tudo amiga!!!
    Bj,
    Marcela.

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