18 de outubro de 2011

Lisboa - De Alfama até Belém

Nosso segundo (e último...) dia em Lisboa foi bastante movimentado. Primeiro, tivemos o prazer, o enorme prazer, de tomar o café delicioso servido pelo Ribeira Tejo. A minha irmã, ao ver as fotos dessa aconchegante guesthouse, fez a leitura perfeita, expressou exatamente o que eu senti quando estava lá: é como estar em casa! E a turma (Luiz, Magda e Pedro) nos atendeu muitíssimo bem!

O café não teve a fartura de outros hotéis, como Salzburgo e Veneza, mas foi também ÚNICO. Panquequinhas fininhas, perfeitas como eu pretendo saber fazer um dia, rabanada divina, doces de banana, de abóbora feitos ali mesmo, na cozinha ao lado; bolos feitos na hora, e outras iguarias deliciosas! A bebida quente de sua escolha, seja um café, chocolate ou capuccino, é preparada na hora, exclusivamente para você!

E eles sempre com aquele cuidado, com aquele sorriso, com aquele prazer de bem servir! Detalhe que não posso deixar de citar: como iríamos sair cedo no dia seguinte, bem antes do café, eles nos prepararam o que chamam de picnic; um lanchinho todo carinhoso, com bolos, frutas e suco, acompanhado de um bilhetinho carinhoso de despedida!!!

Felizes e bem alimentados, saímos para o roteiro do dia. Andamos um quarteirão e resolvemos entrar em um supermercado, para ver o preço do vinho do porto. Ohhhhh, queridos, os preços dos vinhos eram insanamente baratos, então saímos do local, compramos uma bolsa de viagem na lojinha de um indiano, voltamos ao supermercado e compramos 14 garrrafas de vinhos tintos, espumantes rosé (que depois vi que eram Italianos, nada mal) e vinhos do porto, é claro!!!

O Jean, que xingou minha mala vermelha em todos os 18 dias de viagem (sem faltar nenhum dia), não se importou em levar uma quinta mala, desde que nossa adega pudesse ser abastecida por aquelas preciosidades a baixo custo!!!

Dicas de viagem: a cota de bebidas para entrar no Brasil é de 12 garrafas por pessoa, todas as garrafas tem de ser despachadas. Embrulhamos muito bem nossas garrafinhas, distribuímos nas malas e todas chegaram intactas!!!

Agora, vamos ao roteiro do dia, pessoal!




      A)     Castelo de São Jorge
      B)      Igreja de São Vicente de Fora
      C)      Igreja de Santa Engrácia
      D)     Feira da Ladra
      E)      Igreja de Santo Antônio
      F)      Sé de Lisboa (Catedral)
      G)     Casa dos Bicas

O nosso passeio no período da manhã foi no bairro Alfama, o bairro mais antigo de Lisboa, e foi um bairro de domínio muçulmano dos anos de 711 a 1147, por isso o nome árabe. É também o bairro mais seguro da cidade.

Passamos pela praça do município em direção à praça do comércio, para pegar o bonde nº 28 E.









Chegando à praça do comércio, um educado senhor português nos explicou que deveríamos seguir algumas ruas adiante até o ponto do bonde. Não tem erro, os trilhos no bonde estão três ruas adiante, paralelas à rua da praça do comércio.






E lá vem o bonde......







Aconselhados pelo Luiz, do Ribeira Tejo, não paramos direto no Castelo de São Jorge, subimos até o ponto final do bonde 28, no Largo da Graça, e de lá, começamos a descer pelas ruas do bairro Alfama.






Chegamos à bela igreja de São Vicente de Fora, e vários turistas jovens estavam sentados em sua escadaria.





Nosso próximo ponto a visitar era a Feira da Ladra, que acontecia ao lado da igreja, após passar o Arco Grande de Cima.









A Feira da Ladra é um mercado de antiguidades e acontece todas as terças e sábados pela manhã desde o ano de 1882! Achei coisas lindas que poderiam decorar uma casa, fazendo um mix com moderno e antigo, mas, as malas já estavam suficientemente pesadas...








Logo ao lado também estava a Igreja de Santa Engrácia, uma bela obra do barroco português, conhecida como Panteão Nacional.




Voltamos pelo arco, para novamente continuar a descida pelo bairro Alfama.



Para não nos perdemos no bairro, decidimos seguir sempre pelo trilho do bonde. E deu super certo. Olha o bonde vindo novamente!






Totalmente por acaso e sem planejamento, chegamos a um dos mais conhecidos miradouros de Alfama, o Miradouro das Portas do Sol. Vistas totalmente sensacionais e espetaculares!




















Enquanto alunos de um curso de desenho praticavam ao ar livre, o senhor tocava tranquilamente o seu violão, tornando aquele ambiente ainda mais bucólico...




É um bairro lindo e surpreendente o Alfama. A toda hora, vê-se coisas belas e, novamente, chegamos sem ter planejado ao outro miradouro conhecido do bairro, o Miradouro de Santa Luzia, que possui um belo jardim.











Agora já estávamos pertinho do castelo de São Jorge.





Decidimos resumir nossa visita ao castelo somente à parte de fora, soubemos que era uma fortaleza, tal como outras que antes já visitamos. A maior beleza do castelo é a vista a partir do centro de Lisboa, nos mirantes do bairro Alto.







Continuamos descendo seguindo os trilhos até chegar à Sé de Lisboa, a catedral da Cidade, que foi construída no local onde antes era uma mesquita.









Em frente à Sé está a igreja de Santo Antônio.





Chegamos à Baixa e já subimos para o Bairro Alto, para voltar ao restaurante que vimos no dia anterior. Lá o Jean pode degustar o legítimo bacalhau português. E nós pudemos desfrutar de uma vista perfeita do Castelo de São Jorge.









Proxima parada: Belém! Pegamos o elétrico nº 15E. O ticket é vendido em máquinas ou dentro do elétrico (porém, dentro do carro, somente com moedas).





Não, não é possível! Italianos nos alertaram muito para os pickpockets (batedores de carteira) em Roma. Em Barcelona sabíamos que eles também atuam, mas aqui em Lisboa o aviso é público! Com direito a plaquinha no interior do elétrico...



E o roteiro do período da tarde ficou assim:




A)     Mosteiro dos Jerônimos
B)      Palácio de Belém
C)      Rua Vieira Portuense
D)     Pastéis de Belém
E)      Torre de Belém
F)      Monumento aos Descobrimentos

 
O mosteiro dos Jerônimos é lindíssimo. Uma obra da arquitetura Manuelina e que abriga a Ordem dos Jerônimos. Muitas pessoas ilustres estão ali enterradas, entre eles, Vasco da Gama, Fernando Pessoa e Camões.








Todo o entorno do mosteiro é cercado por magníficos jardins.










Exatamente de frente para o mosteiro está o monumento que nós mais gostamos em Lisboa: o Monumento aos Descobrimentos.





Mapas cartográficos representados no piso:







Trinta e três personalidades estão representadas nas duas faces do monumento:











A partir deste ponto, foi uma longa caminhada (e como foi longa) até a Torre de Belém. Um sol intenso sobre nossas cabeças. Mas, era a última caminhada da viagem e continuamos bem humorados e animados!!!

E a torre compensa a caminhada...











Tomamos coragem para fazer o caminho de volta. E encontramos a fonte do mosteiro ligada e os jardins ainda mais bonitos no final da tarde.






E agora, o gran finale... Quem vem a Lisboa, precisa vir a Belém... E quem vem a Belém, precisa comer os Pastéis de Belém!

A Pastelaria é simplesmente enorme, com diversos salões com mesas. E todos lotados! Mas, uma mesinha estava reservada para nós. Encontramos uma última mesa, no final do último salão. E pudemos saborear essa iguaria portuguesa que realmente é uma delícia e merece a fama que possui!









Que maneira mais doce de encerrar a nossa viagem!!!...




2 comentários:

  1. Fechou com chave de ouro, com os famosos pastéis de Belém! A viagem toda valeu a pena. Passeios inesquecíveis, monumentos, paisagens deslumbrantes, lugares, pessoas, momentos que jamais sairão da memória!
    Parabéns irmãzinha, vcs merecem! Ano que vem tem mais!!!!!!
    Beijos
    Kênia

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  2. Concordo com a Kenia...
    Fechou com chave de ouro!
    Amei o passeio de bondinho.
    Deve ter sido impar!!!!
    Este castelo no final, que lindo!!!!!!!!!!!!
    Parece pintura!
    Amei seu diario de viagem!

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